quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Jobson Maia - O autista artista... Uma grande lição


Acabei de ter uma grande lição
sentada, muda e quieta
ouvindo uma velha canção...
"é preciso saber viver"
eu sei
não sei
os meus limites não me deixam saber
mas Ele sabe
entende
atende ao pedido da vida:
mais que saber
é preciso, literalmente
aos obstáculos sobreviver.



                                       




Tive o imenso prazer de conhecê-lo (no I Seminário de Educação Inclusiva, com o tema: Inclusão: um direito do cidadão, realizado pelas redes de ensino CAdE e CDF, no dia 26/01/12)  e me emocionar, passando a ver, mais uma vez a vida com outros olhos...
Parabéns Jobson, parabéns (pai) Ademilson e (mãe) Lourdes...
Obrigada pela inspiração e por lembrar que é realmente "preciso saber viver..."
"A inclusão, como quase todas as outras coisas, começam na escola..." (Ademilson Maia)
E eu assino embaixo: Luara Carvalho.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Mas não te esqueço...

 ... Será que você volta?
    Tudo a minha volta é triste...
( Vanessa Rangel)



EU SEI QUE NÃO...



Não posso mentir para mim mesma...

Correr


Preciso aceitar que você não virá
Que tudo acabou
Que eu não tenho o que entender
Nem você o que explicar
Caso contrário, vou enlouquecer...
Preciso aceitar que aquele foi o fim
E cuidar mais de mim
Transcender
Com urgência me socorrer
Só...
Correr...



                                             (Caetano Veloso)

Quanto vale R$?


Ainda choro quando releio todas as suas mensagens
Penso no amor...
Quanto ele vale?
Ao ler todos os “eu te amo”
Tudo o que sinto é a dor
Que feito onda me invade
E as lágrimas  encharcam o travesseiro
Pois a dor rápida me transborda
Nada mais me cabe...
E ainda assim me sinto vazia
Tudo te dei e nada valeu
No mundo o amor não é rei
E eu não sabia...
Então...
Nada te dei...
Foi só de fantasia
Mas por que a dor é de verdade
Se de fato nada valia?
 


 "O que é que eu faço se me falta ar? Se tu não podes ser e eu não posso estar..."
(Valéria de Oliveira)

O amor pulou o muro


Não sei se fiz o certo
O amor nos traiu
Pulou o muro
Sem nem saber
Se o outro lado era seguro
Simplesmente foi embora
Sem ligar para quem chora
Sem ligar...
Mas o amor deixou restos
Restos só para maltratar
Para o sangue não coagular
O sempre e o nunca
Que em lágrimas
(também de sangue)
Não param de jorrar.
Não sei o que fiz
Esqueci as regras e as exceções
Tudo está confuso
E racionalmente com a razão
Tudo está em julgamento
As vésperas da condenação
Nada estar...
E eu ainda queria estar nos seus braços
Meu porto seguro
Meu lugar no mundo
Que agora outra irá ocupar
Sem esperar esfriar
Sem nenhuma espera
Como se eu fosse de outra esfera
Como se eu nunca tivesse sido
Talvez de fato seja assim...
Eu apenas um fantasma
Que lamenta as dores de um mundo
Que só existiu pra mim
E que não resistiu a mais um...
Trágico fim.

Tentei


Tentei ser forte o dia inteiro
Mas eu não sou
Sem amor nada sou
Nem fico
Nem vou
Não vôo
Não nada...
Sou fraca...
Escrevi uma carta
Te enviei
Deixei encharcada a almofada
Solucei
Abafei os gemidos de madrugada
Gritei
Entre nós
Mais nada
Mais nunca...
Eu sei.

C H O R E I


 A verdade é que eu chorei
Chorei até encharcar todo o travesseiro
Chorei até os olhos doerem
Chorei até as lágrimas secarem
Chorei para que toda a dor se derramasse
Chorei para espantar a solidão
Chorei para não afogar o coração
Chorei porque não há mais solução
Chorei para me transformar
Chorei para me deformar
Chorei porque eu sei...
Que você nunca mais vai voltar.

Pós-enterro


A sensação pós- enterro insiste em continuar aqui
Sinto que nunca mais te verei
E lamento o tão trágico fim...
Foi difícil escrever enquanto eu sentia
O teu sangue esfriar não só o teu corpo
Triste sensação...
Em silêncio procurei um barulho em mim
E não encontrei...
Você também paralisou meu coração!
Mas eu não poderia permitir
Você decidiu morrer
Talvez até sem saber
Que também mataria a mim.
Não sei se eu, de fato,
Não pude te olhar a última vez no caixão
Ou se não quis...
Sem arrependimentos,
Te ver lá, imóvel,
Certamente me deixaria mais infeliz
E mesmo sem te ver
E sem te esquecer
Vi teu caixão descer com angustia,
Mas sem lágrimas...
Chorei toda a volta pra casa
Sentindo a força do nunca mais...
Eu morta
E você descansando em paz!

"Foi assim, é assim, mas assim é demais também..."

                                                                                                 (Fabrício Carpinejar)

"Meu amor me deixou, levou minha identidade..."
(Marisa Monte)

Não me deixe tão solta



Não me deixe tão solta
Gosto da liberdade
Mas não pela metade
Se estais comigo de fato,
Esteja
Me proteja
Me abrace
Me enlace...
Não me deixe tão solta
A solidão muito fácil me invade
Me angustia
Me deixa pequena
Rapidamente nada mais me cabe...
Não me deixe tão solta
Que o passado perturba
Que eu fico insone nas madrugadas
Que súbita me vem a culpa
E forte a sensação de não ser amada...
Não me deixe tão solta
Que logo a tristeza vem me prender
Que a incerteza é o lugar certo da minha “segurança”
Que leve, voa pra longe a esperança
E o destino se resume em sofrer.

Letras...

Letras
Porque as letras formam as palavras
Que me formam
Que me transformam
Que me transportam...
Para um mundo de ritmos e rimas
Para um mundo furta-cor
Construtor...
Um mundo que eu quero enfeitar
Com árvores e filha
Um mundo que não é só meu
Mas que eu já me sinto inserida
Nascida
Escrita
Em verso e prosa
Em flor
Espinho
E rosa
Me sinto...
Extensa
Instinto
Intensa...
DESTINO.

Fotografar... mas com as palavras!

Foi maravilhoso prestigiar o novo ano ao seu lado
Me ver nos seus olhos
Te abraçar
Sussurrar o que desejo
Me sentir no teu desejo
Roubar teu beijo
Sentir tua energia entre os dedos
Para pular sete ondinhas no mar
Sorrir, sorrir
Te provocar!
Beber para esquentar
Entontecer...
Fazer planos de não planejar
Ficar em silêncio te olhando...
Enumerando as razões de te amar!
E ser levada pela mão
Para na tua vida mais um pouco entrar
E sentir a tensão da madrugada desejando se transformar
Aumentando o nosso desejo
Cada beijo indo além do ato de beijar
E era isso que importava...
Já não o risco a nos riscar!
Nós, o nosso ritmo e mais nada
Do novo já podíamos gozar...
Doce o gosto
Ótimo o gozo
Diversos desejos
Mas nada mais a desejar.

Dois mil & doce...

                                                (Chico Xavier)
"Tudo tem começo e meio. O fim só existe para quem não percebe o recomeço"
(Luiz Gasparetto)



FELIZ ANO NOVO!!!



S U C E S S O ! ! !


2012



Seja bem vindo dois mil e doze
Seja livre
Seja leve
Seja doce
Reluzente como só tu podes ser
Intenso quente
Me dê prazer!
Seja o que eu quero
E também o que não espero...
Me presenteie com o que faça surpreender
Me traga as dores certas
As incorretas
O que ainda não pude provar
O que ainda não vi
Não vivi
O que por fortes motivos não pude acreditar...
Me traga os bons frutos que ainda não colhi
E as boas sementes que ainda quero plantar!
Deixe o que me faça bem
Os meus livros
Os meus discos
O meu amor
Os meus bons amigos
E transforme em cinzas todo o mal
A inveja
A mentir
O que não é real...
Me traga um paliativo para as dores
E quiçá uma cura para algumas feridas
Me traga mais cores
Ao amanhecer mais flores
Essências que aperfeiçoam a vida...
Mas não me traga a nua e crua perfeição
Me basta vida autêntica para a realização.