P A R E M
Parem!
Parem de me olhar
Parem de me querer
Parem de me provocar
Parem!
Parem de olhar para a minha boca
Parem de tornar as tentativas em vão
Parem de soltar as minhas loucas
Parem de desregular o meu coração!
Parem!
Parem de me despir desse jeito
Parem de incitar a minha ação
Parem de dar nó no meu peito
Parem de avermelhar esta paixão.
Parem!
Parem de me despertar antes da hora
Parem de tentar me hipnotizar
Parem de prometer me amar agora
Por favor, parem...
É um absurdo até sonhar.
D E S C U L P A...
"Te olho nos olhos e você reclama...
Que te olho muito profundamente.
Desculpa,
Tudo que vivi foi profundamente...
Eu te ensinei quem sou...
E você foi me tirando...
Os espaços entre os abraços,
Guarda-me apenas uma fresta.
Eu que sempre fui livre,
Não importava o que os outros dissessem.
Até onde posso ir para te resgatar?
Reclama de mim, como se houvesse a possibilidade
De me inventar de novo.
Desculpa se te olho profundamente,
Rente à pele...
A ponto de ver seus ancestrais
Nos seus traços.
A ponto de ver a estrada...
Muito antes dos seus passos.
Eu não vou separar minhas vitórias
Dos meus fracassos!
Eu não vou renunciar a mim;
Nenhuma parte, nenhum pedaço
Do meu ser...
Vibrante, errante, sujo, livre, quente.
Eu quero estar viva e permanecer
Te olhando profundamente."
(Fabricio Carpinejar / Ana Carolina)
" Eu não sei parar de te olhar..."


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